in my time was...

Retrô

Em uma era em que tudo se transforma em frações de segundos e a infância cada vez mais condicionada a uma tela de computador, tablet ou smartphone, às vezes voltar ao tempo, recordar o quanto éramos livres, felizes com tão pouco e mesmo assim mudamos o mundo nos faz rever alguns conceitos que estão sendo deixados para trás, afinal, carregar nossas próprias origens é fundamental.

There are places I remember, all my life Though some have changed. Some forever, not for better. Some have gone and some remain. (The Beatles)

Tudo era diferente, quantas brincadeiras na rua, quanta diversão entre os carrinhos de rolimã, os meninos jogando bola, subindo em árvores, muros, as meninas com suas bonecas brincando de casinha, as menos comportadas subindo nesses locais também. Nada de tecnologia, tudo era na base da criatividade, a bola de meia, a perna de pau, a boneca de pano… O Whatsapp, o torpedo, a ligação ao celular da criança, se resumiam ao breve e sonoro “Fulano, passa para dentro!” de nossas mães, hoje utilizamos essas ferramentas para nos comunicar dentro de nossas próprias casas. Quantos braços e pernas quebrados, arranhões, cortes de todas as espécies e dimensões possíveis, nada que a boa e velha dupla água oxigenada e Merthiolate não resolvesse. É óbvio que é muito mais fácil viver nos dias de hoje, mas por quê não recordar essa época que, mesmo sem nada do que temos acesso hoje, formou seus grandes doutores, brilhantes cientistas, escritores, presidentes de grandes corporações e por aí vai, a lista é extensa.

 

Que tal uma voltinha ao passado?

Trimmm... Triiiimmmmmm... Triiiiimmmmmm...

“Pegamos o telefone que o menino fez com duas caixas de papelão e pedimos uma ligação com a infância.” (Millôr Fernandes)

E os cabelos...

“Quando jovens, adaptamos nossos cabelos aos penteados da moda; quando envelhecemos, adaptamos os penteados aos cabelos existentes.” (K. P. Ramachandran)

Você sabia que...

“Nostalgia é uma palavra complicada, mas poderosa. Em grego, “nostálgico” significa literalmente “a dor de uma ferida antiga.” – νόστος (nóstos – “reencontro”) e ἄλγος (álgos – “dor, sofrimento”) – É uma pontada em seu coração mais poderosa do que a memória.”

As três fases da vida:

Na infância fazemos de tudo para chamar atenção daqueles que nos amam…
Na adolescência fazemos loucuras para chamar atenção daqueles que não nos amam…
Na fase adulta descobrimos que, afinal, chamar atenção é a coisa mais ridícula! (Mara Chan)