Dolce & Gabbana faz moda para as mulheres muçulmanas

Dolce & Gabbana faz moda para as mulheres muçulmanas

A grife Dolce & Gabbana acaba de lançar uma coleção voltada para as mulheres muçulmanas, intitulada “Abaya“. São túnicas e véus, trabalhados em pedrarias, rendas, bordados e com os detalhes dos traços sicilianos presentes nas criações dos estilistas. Os tons neutros e escuros são predominantes na coleção e destacam-se também algumas peças mais ousadas como saias e túnicas transparentes.

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A coleção traz detalhes da aposta da grife para a primavera na Europa, entre elas as margaridas e as já tradicionais rosas vermelhas.

A  Abaya foi apresentada no perfil do Instagram do estilista Stefano Gabbana e na edição digital da Vogue Arábia Saudita. Vários comentários surgiram em crítica aos estilistas italianos por desenharem peças que simbolizam a opressão das mulheres, enquanto outros afirmavam que a ostentação vai de encontro aos ideais do Islã.

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Dolce & Gabbana foi a última empresa de moda a se voltar para o mercado muçulmano, um negócio de grandes proporções que se encontra em plena redefinição. Segundo a revista Fortune, as mulheres muçulmanas gastaram 266 bilhões de euros (cerca 1,1 trilhão de reais) em moda em 2013 (mais do que o Japão e a Itália reunidos). A expectativa é que esse valor seja duplicado até 2019.

As marcas de luxo, que captaram nesse mercado uma grande oportunidade, já começaram, há anos, a adaptar suas coleções às necessidades do público islâmico. Algumas, como Armani, Calvin Klein e Prada, produzem linhas de lenços especialmente concebidos para cobrir a cabeça. A Valentino também procurou conquistar uma parte do mercado muçulmano e dispõe de um serviço especializado que permite criar novas túnicas.

O boom do mercado islâmico também foi detectado pela DKNY (Donna Karan New York), que lançou em julho de 2014 a sua coleção Ramadan, com peças que cumprem as normas islâmicas de discrição das roupas femininas. Antes da Dolce & Gabbana, a última empresa a voltar os olhos para as muçulmanas foi a sueca H&M, que contratou Mariah Idrissi, primeira modelo com véu islâmico a estrelar uma campanha de moda ocidental.

Fonte: El país

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