Vaidade na MELHOR idade

Vaidade na MELHOR idade

Vou pedir licença a vocês e falar na primeira pessoa. Hoje pela manhã fui tomar um café com minha família na famosa cafeteria “A Única”, em Ribeirão Preto, tradicionalíssima por sinal para quem aprecia um bom café e não resisti em contemplar uma senhora que deveria ter, por baixo, uns oitenta e tantos anos. Sua vaidade me chamou a atenção. Ela entrou na padaria lentamente, sozinha, com um sorriso no rosto e pediu um cafezinho. De óculos escuros grandes e modernos, unhas muito bem pintadas em tom alaranjado, assim como o batom, ela vestia uma calça de alfaiataria clara, em tom bege e uma blusa verde de rendas. Sapatos baixos, tipo sapatilha. Trazia consigo uma bolsa grande colorida, quadriculada, com tons na cor laranja, linda, de grife. Seus cabelos eram curtos e brancos, um pouquinho acima dos ombros, muito bem escovados. Sua pele bem cuidada mostrava os sinais da idade, assim como os seus movimentos. O celular tocou e ela graciosamente tentou abrir a bolsa e procurá-lo, sorrindo e murmurando alguma coisa. Uma atendente a ajudou. Anéis, relógio, pulseiras, brincos e colares compunham o look. Ah, e detalhe, o colar tinha pedras pequenas em tons alaranjados também, que em nada exagerava na produção, muito pelo contrário. A senhora tomou o seu cafezinho, agradeceu, despediu-se de todos e saiu caminhando pelo calçadão, sozinha, lindamente, carregando consigo toda uma história de vida. Quer exemplo mais bonito de vaidade? Fiquei ali, por um momento, contemplando o seu andar, ao longe e me arrependi de não ter tirado uma foto, pelo menos, para postar aqui, agora. Um exemplo de mulher elegante e sofisticada que o tempo não conseguiu derrubar.

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